Amor

22 Dias

A morte durou 22 dias, tantos dias sem respirar, uma nuvem escura teimava em pairar

A tristeza me dominava, eu não percebia o quão fraca estava ,

Certo dia uma luz apareceu, ofuscou o meu olhar, e me puxou para cima fazendo-me flutuar

Uma voz assim ecoou ” Clamai, e eu te atenderei”, e assim todas as noites eu acordei, por 22 dias eu clamei …

Logo a nuvem escura foi se desfazendo e meu coração renascendo, meu corpo se refazendo, o milagre realmente estava acontecendo

O que estava morto se fez vida, onde havia pó agora havia obra constituída, a luz estava cada vez mais forte aquecendo meu coração e não era a tal da sorte não, era Deus acompanhado do anjo da Salvação

Os 22 dias ficaram para trás, e não foram nada perto dos dias que virá de paz

O milagre estava feito, Deus se manifestou e tirou toda a dor do meu peito, agora dias de bençãos chegará, e o nome do Senhor irei sempre exaltar, porque da morte Ele livrou o homem a quem me dedico a amar!

Expectativas

Livros de Cabeceira 🌻

Livros de Cabeceira (leitura quase obrigatória) 😍 :
Feliz Ano Velho de Marcelo Rubens Paiva, Editora Brasiliense 43°edição.

“Subi numa pedra e gritei: – Aí Gregor, vou descobrir o tesouro que você escondeu aqui embaixo, seu milionário disfarçado.
Pulei com a pose do Tio Patinhas, bati a cabeça no chão e foi aí que ouvi a melodia:biiiiiin. Estava debaixo d’água, não mexia os braços nem as pernas, somente via a água barrenta e ouvia:biiiiiiiiiiiin.”.

Todo mundo tem aquele livro/escritor preferido, aquele que fica na cabeceira , que a gente lê e relê diversas vezes , falando de livros/escritores nacionais apresento o meu predileto , Marcelo Rubens Paiva. Dramaturgo , jornalista e escritor Marcelo conta sua história de vida em Feliz Ano Velho, onde ao se divertir com os amigos num lago pulou e bateu com a cabeça numa pedra ficando assim paraplégico.
Marcelo narra sua história com bom humor apesar das dificuldades, o como reaprendeu a viver pós acidente, suas frustrações, seus amores, lembranças do passado, e a saudade do pai político sequestrado e morto pelo governo militar da época. Indescritível e envolvente Marcelo laça seu leitor e só afrouxa na última página. Sou suspeita e fãzaça! Publicado em 1982 , com mais de 200 edições foi o livro mais vendido da década de 80 virou peça e filme!
Não tenho a edição mais nova, mas amo essa ainda com suas páginas amarelas! Não sai da minha cabeceira e do pódio de favorito!
Recomendo com urgência! E a esperança de um autógrafo vive! @marcelorubenspaiva

E aí? Qual teu livro de cabeceira?

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Expectativas

Saru – O Guerreiro da Floresta!

📚Dica de leitura de hoje:

Saru – O Guerreiro da Floresta (de Maurício E. Graipel, Editora Cuca Fresca)

O livro mais gracinha da vez, para o público infanto-juvenil (mas os adultos também não resistem rs) , O livro Saru conta a história do gambá albino Saru, que sofre por ser diferente dos irmãos e que vive na Ilha de Florianópolis, desbravando cantos da Ilha (que são pra lá de lindos) Maurício nos faz viajar completamente nesse pedacinho de terra de SC. Com ilustrações magníficas de Leandro Lopes faz com o que o leitor imerja nas aventuras vividas, Maurício deixou rastros para os leitores sobre a importância do gambá ao meio ambiente, conscientizando-os a não violentá-los! Livro lindo e apaixonante , vale a pena ler! Todo o meu amor por Saru 💟

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Expectativas

Que tempos são esses?

Onde calar nossos problemas através do suicídio está se tornando normal, onde a busca por ajuda, tornou-se vergonhoso de mais. Que tempos são esses, onde as pessoas não se comunicam não se sentem não se tocam e ainda assim está tudo bem. Que mais vale trocas de “likes” nas redes sociais, do que uma troca de olhares. Que tempos são esses que a cada dia nos isolamos mais e mais dentro de nós, e está tudo bem porque nos autosuficientamos, não precisamos de ninguém. Mas que apenas um convite recusado de um amigo para jantar é motivo suficiente para romper a amizade, “ele não era meu amigo de verdade”. Que tempos são esses onde a empatia não faz parte do nosso ser, e não podemos tentar entender os problemas dos outros porque claro, não são nossos. Onde os valores, a criticidade não tem tanta importância assim , “não vou discutir com você, o que serve pra você não serve pra mim”, é difícil demais observar o ponto de vista do outro, aliás, é difícil demais dar razão ao outro, até mesmo quando ele a tem.
Que tempos são esses onde as famílias dentro de nossas casas são lindas, mas porque formar uma, não é mesmo? “Eu não nasci pra me amarrar em casamento”, “Homem/mulher nenhum presta”, e ainda assim… Está tudo bem. Trocar de emprego milhares de vezes porque nenhum faz nosso perfil, mesmo sabendo que talvez nunca faça, e está tudo bem, afinal nossos pais podem nos ajudar. Que tempos são esses onde duvidam da existência de Deus, mas que no primeiro apuro o clamam. O que há com esse tempo onde temos que defender o óbvio?
Difíceis, egocêntricos, vazios. Dos quais podemos nos esquivar e por mais seduzente que seja, resistir. Nossa essência não condiz com esses tempos, ainda podemos fazer jus à vida e nos ajudarmos, ajudarmos o outro e, sobretudo não recusar ajuda, ainda podemos contribuir e não somente destruir, ainda podemos… Ainda!

Realmente está tudo bem?

Marcalti.

Expectativas

Sejamos nossos melhores amigos!

É sempre bom ter em quem confiar, compartilhar as alegrias , as dores, as tristezas, momentos. Mas se não tivermos, tudo bem!

Nunca fui de ter muitos amigos, por ter dificuldade em confiar nas pessoas , e porque cá entre nós amizade dá trabalho e tem que ser recíproca, não adianta só um ligar, demonstrar, se importar … Esfria e acabamos deixando ir!

Tenho alguns poucos que cresceram comigo, que do nada mandam uma mensagem como se não tivéssemos mudado e sim somente crescido. Houve também aqueles em que determinada época eramos grudados, e hoje preferimos fingir não nos conhecer.

Tem os que casaram, se mudaram, tiveram filhos e que de longe acompanho orgulhosa o que se tornaram. Tem também aqueles que do nada, manda mensagem perguntando algo que dissemos ou fizemos a dez anos atrás, e claro, eu não me recordo de nada, mas me divirto simplesmente por ele se lembrar.

Há aqueles que especulei de mais, esperei de mais e simplesmente não foi nada do que imaginei. Também tem as novas amizades, o caminhar com cuidado, absorver e filtrar para que não se torne mais uma das ruins .

Enfim, entradas e saídas com motivos ou sem. Marcas deixadas que me ajudaram a ser quem sou, aceitar esse vai e vem constante, dói , mas fortalece. Me faz entender que somos todos iguais, buscando um lugar nessa imensidão, e que talvez não somos o suficiente para o outro, e está tudo bem! Não nos culpemos, apenas sejamos nossos próprios melhores amigos, e não esperemos sermos preenchidos por outrem e sim por nós mesmos.

Marcalti.

Expectativas

Desafio da (puberdade) aceitação!

Lembro – me da época da adolescência, o quanto era difícil me aceitar. O mundo não conspirava ao meu favor literalmente. Eu não tinha olhos claros, a bunda avantajada, os melhores modos, a delicadeza, o cabelo então passava longe de ser liso.

Cabelo… Luta travada a vida toda! Pensava comigo “O que são esses FRIZZ?”, que não tem forma alguma? Detestava … Aos 13 já alisava o cabelo, e sim! Parecia uma espiga de milho de tão ressecado que ficava. Mas não importava, estava liso, tinha balanço, caimento, ficava do lado que eu quisesse! Eu me sentia! A maioria das garotas tinham cabelos lisos, porque eu não?

A DR com o cabelo foi passando (tirando as 3 horas que eu levava por dia para deixar “liso”), desceu para o quadril, fixei na barriga (porque a bunda já era causa perdida), eu queria ter a barriga igual as das modelos da VICTORIA SECRETS! Chapada! Em todos os lugares que eu ia, me forçava a ficar com a barriga murcha. Adotei a prática de sempre murchar, e claro, não durou nada! Eu comia (como)muito, no final sempre esquecia de manter a prática.

Mas é na adolescência que a guerra consigo mesmo é infindável, cada dia é uma batalha. Conheci centenas de Marcelas em uma só, e ainda assim não posso afirmar que me encontrei. A próxima batalha partiu para o meu rosto, olhos escuros OK √, sobrancelhas peludas OK√, nariz de batata OK√ , bochechas imensas OK√, pescoço com papo OK√, lábios enormes OK√, aceitação?

QUAM, QUAM, QUAM, QUAM, QUAM!

Ah, qual é? A batalha travada com o cabelo eu já estava me acostumando, mas que rosto era aquele? Maaaaaaaaaãeeeeeee, dá para voltar no dia em que você me fez e escolher melhor?

Sim, eu pensava exatamente assim! Parti então para a maquiagem , SANTA maquiagem e SANTA ignorância na hora de passar. Lembra da parte que eu disse da minha delicadeza? Pois é … Exagerava na maquiagem, passava muita coisa ao mesmo tempo, ficava parecendo as paquitas da XUXA. Misericórdia!

Ainda assim , eu me sentia melhor! Mas não durou muito tempo, certo dia ao conhecer um cara mais velho que eu, ele disse na lata que não queria mais ficar comigo por eu andava muito maquiada! (lembro até hoje da cara do insensível!). PAAAAAAAMM!

Paranóias começando novamente! E com elas fui crescendo, ainda com o cabelo de espigão, só que agora loiro! JESUS! Como a gente se ilude, passa cada mico, e ninguém nunca avisa das merdas que fazemos! Não perdoo as amigas até hoje! Novas paranóias foram surgindo, outras sumindo…

A 5 anos atrás parei de lutar com meu cabelo, com meu eu! Meu cabelo é rebelde, cacheado (e tem até nível de cachos) , com muuuuuitoo FRIZZ! E está tudo bem! Parei de culpar a minha mãe. Ainda tenho o nariz de batata (marca da minha RAÇA), minhas bochechas, meus lábios, meu papo enoooorme, minha pequena e humilde bunda. E está tudo bem!

Me aceitei!

Sou Marcela, alta, cabelo cacheado, míope, olhos escuros, com olheiras, com a bunda pequena, pernas enormes, tatuagens estranhas, com as costas doendo … Sou Marcela! E está tudo bem!

E você? És quem? Já se aceitou?!